segunda-feira, julho 23, 2007

Efeito Katilce



Como
o Youtube, o Second Life e outros recursos da Web 2.0 vão mudar o setor da educação


algum tempo, a banda U2 esteve no Brasil para uma série de shows. Eu estive em um destes, no Estádio do Morumbi. Num determinado momento do show, a estrela da banda, o vocalista Bono, pegou pelo braço uma garota e colocou-a no palco. Foram poucos minutos em que a jovem esteve bem próxima do super-star, com direito a dança, brincadeiras e até um “selinho” no final. A menina era uma mineira chamada Katilce Miranda Almeida.

No dia seguinte, alguns internautas descobriram que a Katilce tinha um perfil no Orkut e começaram a mandar mensagens (scraps), cumprimentando a felizarda. A notícia correu pela rede de uma forma viral, que milhares de pessoas começaram a enviar freneticamente mensagens para a Katilce. O fenômeno foi tão surpreendente que a Katilce recebeu, em 2 dias, quase 3 milhões de mensagens. Foram quase 20 mensagens por segundo. Eu mesmo cheguei a mandar uma mensagem para ela, para ver o fenômeno. Foi incrível, pois eu sequer consegui ver a minha mensagem, que na fração de tempo entre eu enviar a mensagem e a página ser recarregada na tela, dezenas de outras mensagens entraram na frente da minha, que se perdeu na torrente de mensagens. Em poucas horas existiam dezenas de comunidades como "Quando é que sai a Playboy da Katilce?", "Quero ver Katilce no Jô Soares" ou até mesmo "Katilce para presidente".

Eu fiquei profundamente intrigado por que motivo tantas pessoas mandaram mensagens para a Katilce. Mensagens que ela não leu, pois foram milhões, e que quem enviou também não leu, pois se perderam na enxurrada. Aquilo ficou na martelando na minha cabeça: “O que leva uma pessoa mandar uma mensagem que sabidamente não vai ser lida?”.

O fato é que o comportamento viral na Internet tem sido uma constante. O próprio Orkut tornou-se um fenômeno, com dezenas de milhões de usuários cadastrados. Praticamente todo estudante de ensino superior participa desse site de relacionamentos.

A Wikipedia é outro fenômeno desse tipo. Criada como uma enciclopédia virtual em que os verbetes são construídos e atualizados livremente pelos visitantes, ela se tornou uma referência de consulta, inclusive incorporada pela poderosa ferramenta de busca do Google. A versão em inglês da enciclopédia, a maior, possui quase 2 milhões de verbetes construídos através de cerca de 150 milhões de atualizações desde julho de 2002. São milhares de atualizações por dia, feitas de forma espontânea, voluntária e, na maior parte das vezes, anônima pelos seus visitantes.

Parece existir um denominador comum entre esse fenômeno e o caso da Katilce. As pessoas querem participar, fazer parte de algo que está acontecendo. Ninguém obriga essas pessoas a fazer isso, elas fazem porque querem. Eu chamo isso de “Efeito Katilce”. Talvez seja um sinal dos tempos, em que o agitado cotidiano deixa as pessoas carentes de relacionamentos, mas o “Efeito Katilce” tem se mostrado em vários outros fenômenos da Internet.

O Youtube é outro caso emblemático. Quem poderia imaginar que um portal que exibe vídeos colocados pelos seus usuários pudesse se tornar uma febre na rede, a ponto dele ser arrebatado pelo Google, pela bagatela de US$ 1,6 bilhão. E vale a pena notar que, no momento de sua venda, o Youtube dava um prejuízo mensal de alguns milhares de dólares. Isso quebra todas as regras de “valuation”. Dentro do próprio Youtube, o efeito viral se replica. Em poucos dias, vídeos que beiram o ridículo se tornam fenômenos de audiência, como o “Tapa na Pantera” (http://www.youtube.com/watch?v=6rMloiFmSbw) e o “Vai tomar...” (http://www.youtube.com/watch?v=dHpSCHxb780) . Esse último vídeo, junto com suas versões, chegou a ser acessado por cerca de 100 mil pessoas por hora.

Agora, a bola da vez parece ser o Second Life. Os usuários desse programa podem passar por uma experiência virtual tridimensional, criando um personagem e andando pelos intermináveis ambientes produzidos pelos outros usuários. Praticamente todas grandes empresas têm algo construído em algumas das ilhas do Second Life.

O que há de comum em todas essas novidades é a forma como o usuário lida com o ambiente virtual. Na Web tradicional, os sites funcionam como folhetos virtuais, aonde usuário vai e “pegaalgo. Nessa nova Web, que vem sendo chamada de Web 2.0, o usuário pode também deixar algo. É isso que faz a diferença, não é download”, há também o “upload”. Não importa se é um vídeo, um verbete de uma enciclopédia ou uma mensagem para a Katilce, mas as pessoas querem participar ativamente, querem deixar algo, não querem ser somente espectadores. Se Piaget fosse vivo ele iria adorar...

O que é fantástico em toda essa história é o contraste da excitação e do frenesi dos jovens para participar de tudo isso, com a apatia e desinteresse que os professores se queixam dos mesmos na sala de aula. É uma pena que a maioria dos professores ainda não se deu conta que não existe mais aquele cândido aluno, sentado de maneira comportada em sua carteira, a ouvir as preleções de seu mestre. O que pode parecer melancólico para alguns, para mim é uma fantástica oportunidade. Quem souber trabalhar pedagogicamente com o “Efeito Katilce” vai mudar a história da educação. Mais cedo ou mais tarde, isso vai acontecer.

Além disso, é bobagem dizer que o aluno está muito fraco, sem base e que não consegue aprender. Ouço muito isso em muitas instituições que visito. Na verdade, ele sabe aprender e faz isso sozinho muito bem. Quem precisa se preocupar em ensinar um jovem a usar o MSN? Quem mandou seu filho fazer um curso de Orkut? É impressionante como eles aprendem rapidamente. Eu me lembro que até pouco tempo os pais queriam que seus filhos fizessem cursos de informática, para aprender a “mexer no computador”. Isso acabou, eles aprendem sozinhos e muitas famílias hoje precisam lidar com os problemas que agora aparecem pela fixação excessiva dos jovens no computador, muitos pais têm que impor limites. Quem poderia imaginar isso?

O que os jovens não aprendem, na verdade, é a classificação das plantas em angiospermas e gimnospermas, a diferença entre um advérbio e um adjunto adverbial, a fórmula de Bhaskara para resolver a equação do segundo grau e os fatores predisponentes para a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos. Agora, entre nós, além dos professores, quem sabe isso?

O que penso, assim, é que os novos tempos nos mostram que existem muitas oportunidades para mudanças no processo pedagógico, mas primeiro é preciso jogar fora tudo aquilo que conhecemos sobre educação. Quem está disposto a fazer isso? Conheço pouca gente que aceita, a academia é muito conservadora.

Não precisamos mais de salas de aula. Não tem cabimento mais um professor ficar na frente da sala “dando” aula. Isso fazíamos no tempo em que a professora passava o “ponto na pedra”. Na verdade, a preleção como centro da didática foi algo formalizado pelos jesuítas, no século XVI, em seu “Ratio Studiorum”, talvez um dos primeiros PPIs (Projeto Pedagógico Institucional).

Hoje, o conhecimento se multiplica de uma forma exponencial e quase tudo está disponível na Internet. O Youtube, por exemplo, tem vídeos fabulosos que podem ser trabalhados com os alunos, mas desconheço as plataformas que estão totalmente integradas a essa tecnologia. Quem se reuniu com seus alunos no Second Life?

O pouco que comecei a fazer neste sentido tem me deslumbrado. As oportunidades são inúmeras e, principalmente, é muito divertido. Em pouco tempo, a educação será totalmente diferente daquilo que conhecemos e quem sair na frente vai ficar em vantagem. Katilce que se cuide.

Maurício Garcia, PhD, é especialista em gestão educacional e entusiasta de novas tecnologias aplicadas à educação.

http://www.mgar.com.br

segunda-feira, julho 16, 2007

Educação e o Second Life

Entrevista que eu fiz com o professor Carlos Valente sobre o Second Life. Essa entrevista teve o foco em Gestão de Marcas.

quarta-feira, julho 11, 2007

A Marca Educacional: Emocional ou racional?

Um assunto que tem tomado muito tempo dos gestores educacionais é quanto a retenção e captação de novos alunos. Os cursos oferecidos pelas instituições estão se tornando produtos massificados e por isso acabam criando uma falta de estímulo no mercado.

Hoje em dia, muitos profissionais de marketing dizem que o importante é dar o que o cliente quer, mas com a quantidade de informações que estamos submetidos todos os dias, nem mesmo nós sabemos o que queremos. Muitas vezes, uma propaganda bem feita, um projeto de marketing bem elaborado e um novo produto pode surpreender o cliente de uma forma que ele jamais imaginou.

Para que marca educacional seja reconhecida como uma marca forte ela precisa atingir tanto o lado racional do consumidor quanto o seu lado emocional.

Para atingir o seu lado racional não é tão díficil. O futuro aluno simplesmente irá pesar os prós e os contras entre uma instituição e outra. Mas para tocar o coração do público alvo não é simplesmente um logotipo bem feito, cursos inovadores e a segurança de uma marca tradicional.

Criar uma relação emocional é criar vínculos superiores. Precisamos lembrar que muitas vezes os alunos são muito mais bem informados do que a própria cúpula da instituição e por isso precisam de relações estáveis que proporcionem a sensação de credibilidade e admiração pela instituição.

Agora, eu pergunto: Como é possível para uma instituição de ensino desenvolver a relação emocional com o seu público?

Penso que existem algumas formas pra desenvolver essa relação emocional. Para uma Marca Institucional vale essa regra:

Veja como a instituição trata o seu público interno (seu corpo docente, seus funcionários e seu corpo discente).

A instituição precisa ter uma identidade visual clara e coerente.

A Instituição precisa estar aberta para discutir a relação. Ou seja, oferecer ao seu público vários pontos de acesso à instituição, fazer com que se sintam num lugar onde é possível o acesso a quem quer que seja, e que saibam que irão ser atendidos em seus pedidos.

As instituições de Ensino precisam entender que o poder de sua Marca está com os seus alunos. E o poder dessa marca depende do que os seus alunos pensam e sentem sobre ela. As associações e o significado que a marca educacional consegue transmitir para seu público é simplesmente o que a instituição é.


Mas nem só de relação emocional vive um instituição de ensino. Uma relacão racional também é necessária, nem só necessária, mas obrigatória.

A área da educação não é tão diferente assim das outras áreas, os possíveis alunos não irão apenas se matricular porque precisam de uma certificação. Se estão pagando um valor que outras instituições também praticam, eles irão optar por uma instituição que os ajudem a enxergar suas vidas de um modo diferente. Eu acredito que os alunos quando se matriculam numa Instituição de Ensino estão comprando um novo estilo de vida. E para que eles se sintam seguros a Instituição precisa desenvolver ações para proporcionar a esse aluno o estilo de vida que ele optou.

Luciane Chiodi

quarta-feira, julho 04, 2007

Era do conhecimento não combina com burocracia

Carimbador Maluco (Raul Seixas)


Plunct Plact Zum
Não vai a lugar nenhum!!
Plunct Plact Zum
Não vai a lugar nenhum!!
Tem que ser selado, registrado, carimbado
Avaliado, rotulado se quiser voar!
Se quiser voar....
Pra Lua: a taxa é alta,
Pro Sol: identidade
Mas já pro seu foguete viajar pelo universo
É preciso meu carimbo dando o sim,
Sim, sim, sim.


Para ouvir a música, clique aqui


Para ver o vídeo, clique aqui


“Tem que ser selado/ registrado /carimbado /avaliado e rotulado se quiser voar, pra lua a taxa é alta, pro sol: identidade, mas já pro seu foguete viajar pelo universo é preciso meu carimbo dando sim, sim, sim!”. O texto original diz: “(...) Ser governado é ser guardado à vista, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, identificado, doutrinado, aconselhado, controlado, avaliado, pesado, censurado, comandado(...)” (Fernando Pinéccio)


Essa música é uma crítica pesada a burocracia importa pelo governo, afim de retardar todas as atividades desenvolvidas nessa área.



Mas também retrata o que acontece nas instituições de ensino em plena era do Conhecimento. Tanto no que diz respeito às pequenas burocracias quanto ao exercício dos micro-poderes nas escolas.



As instituições de ensino acabam estipulando regras e também uma certa vigilância sobre as atitudes do seu corpo docente e dos seus funcionários com o intuito de trabalharem com pessoas submissas e treinadas para não fazerem nada diferente do que a cúpula da instituição pensou.



Em algumas instituições os professores ou funcionários precisam pedir uma autorização para tirar xérox com 07 dias de antecedência e colher a assinatura do coordenador, que por sua vez precisa colher a assinatura do assistente do diretor e depois do diretor e se duvidar tem que esperar o Reitor aparecer para assinar também.


Ou então, para acontecer uma palestra (que somente enriquecerá o curso) o professor também precise pedir autorização para o coordenador. Ou mais, se precisar de qualquer outro tipo de apoio precisa mandar Email para a universidade inteira.



O professor ou o funcionário contratado pela instituição tem que confiar na instituição, e por sua vez a cúpula da instituição tem que confiar em seus funcionários e em seu corpo docente. É preciso confiança mútua como num relacionamento amoroso.



Os gestores precisam acordar para a realidade e perceber que quem faz a marca da escola são os seus professores e seus funcionários. E para que isso aconteça de forma harmoniosa e natural é preciso soltar essas rédeas e confiar.


Quanto de dinheiro as instituições não estão gastando com isso? Em plena era do conhecimento, gastar com requisições, com controles, gastar salários com segurança para saber se os professores estão em sala de aula é um absurdo. E esse problema é muito mais sério do que pode parecer, pois esse sistema de vigilância e controle acaba por bloquear a capacidade criativa das pessoas.



As Instituições estão se mostrando para o público externo como super modernas, de tecnologia de ponta, de ensino de excelência só que seus procedimentos internos são arcaicos e obsoletos.



Mas como o Brasil é um país de pessoas criativas, inteligentes e talentosas acredito que num futuro próximo essa situação será bem diferente! Para melhor é claro.


Luciane Chiodi



segunda-feira, junho 25, 2007

Marketing de Guerrilha no Second Life




Eu não poderia deixar de mencionar o Marketing de Guerrilha depois do ocorrido no último domingo dia 17/06 na festa que aconteceu na Ilha Berrini no ambiente Second Life para o lançamento na nova novela da Globo, 7 pecados. A festa contou com a presença dos avatares dos personagens, do diretor e de convidados.


Eu vi na internet que a idéia de promover a festa foi do autor Walcyr Carrasco, que inclusive já deu até entrevista coletiva no Second Life . Uma idéia simplesmente maravilhosa, inovadora e que com certeza gerou muita mídia espontânea.


Mas o impressionante mesmo, foi a turma do pânico na TV aparecer na festa virtual fazendo a dança do siri. Eles anunciaram no programa de TV que estariam na festa virtual de lançamento da novela, só que eles não conseguiram entrar na ilha. Quem conseguiu foi a redatora do programa Rosana Hermann que foi expulsa pois estava fazendo a dança do Siri com seu avatar.


De acordo com o blog do Pânico na TV as notícias sobre a repercussão do Pânico no Gugu e vice-versa (que aconteceu também nessa semana) o que repercutiu mais foi a expulsão da Rosana Hermann da festa do Second Life na festa virtual.


Mas vamos entender um pouquinho o termo Marketing de Guerrilha, de acordo com a wikipédia: "marketing de guerrilha vem da guerrilha bélica, ou seja, é um tipo de guerra não convencional no qual o principal estratagema é a ocultação e extrema mobilidade dos combatentes, chamados de guerrilheiros. Em geral, táticas de guerrilha são usadas por uma parte mais fraca contra uma mais forte". Se por um lado os guerrilheiros muitas vezes carecem de equipamento e treinamento militar adequados, por outro contam com a ajuda de populações que os defendem e com ataques-surpresa ao inimigo, sem necessidade de manter uma linha de frente. O conhecimento do terreno de combate também é uma arma bastante usada na guerra de guerrilhas.

O objetivo da utilização do marketing de guerrilha é devido ao fácil acesso a pequenas empresas ou instituições de combater gigantes ou para pura e simplesmente a sua sobrevivência. O marketing de guerrilha é uma das técnicas de propaganda que cada vez mais ganha destaque. Com custos mais baixos do que os da propaganda tradicional, pode ser uma boa alternativa de divulgação para empresas com recursos financeiros limitados.

O objetivo é mostrar sua marca gerando eventos que possam ganhar espaço nos noticiários ou atrair a atenção direta do público alvo sem pagar espaços publicitários nas mídias tradicionais como rádio, televisão, jornais e revistas. Com essa técnica o mais importante é criatividade, ousadia, inteligência e planejamento que acabam sendo muito mais importantes que o dinheiro.


Nesse cenário o Second Life provou ser um dos meios mais inovadores de projetar a visibilidade de quem quer que seja. Também demonstrou ser um grande diferencial para quem quer surpreender, pois conta com infinitas possibilidades das marcas estreitarem seus relacionamentos e se tornarem conhecidas, através da imaginação, descontração e um toque de malícia.

Alguns Tipos de Marketing de Guerrilha

Marketing Viral
Buzz Marketing
Marketing de Emboscada


Luciane Chiodi



terça-feira, junho 19, 2007

Perfil do bom gestor Educacional

Atualmente, o mercado educacional tem percebido que a competência e a qualidade de um gestor escolar esta na capacidade e na agilidade em tomar as decisões certas na hora certa, em especial quando ele consegue trazer retornos financeiros para a Instituição com a decisão que tomou. Tomar uma decisão certa se tornou muito difícil, visto que não existe uma receita de bolo para tomada de decisões, cada Instituição tem a sua própria característica e cada gestor tem a sua própria personalidade, sua história de vida e também suas experiências profissionais que acabam por influenciar na hora da decisão.

As Instituições também estão vivendo um momento de muitas transformações num ritmo muito acelerado. A entrada de novos concorrentes e a tecnologia que não para de evoluir são fatores que colaboram para o aquecimento e a rapidez nas mudanças. Hoje um curso é lançado no mercado e antes mesmo dos alunos concluírem, o mercado já apresenta sinal de saturação.

As pessoas estão muito mais informadas, e com isso o grau de exigência aumentou e muito por parte dos alunos e futuros alunos na hora de escolher por determinada instituição.

A rapidez na troca de informações, faz com que o gestor tenha que estar super atento para não se prender a vícios adquiridos pelos anos de experiência. Hoje em dia, até pelo grande número de cursos iguais e com os mesmos benefícios, as pessoas estão muito mais preocupadas com as associações e os significados exclusivos que a marca da instituição é capaz de transmitir do que com os próprios valores tangíveis que determinada Instituição possa proporcionar.

Muitos gestores estão acostumados a tomar decisão baseado na cultura da escola e em experiências anteriores que um dia deu certo. Porém com esse cenário que descrevi acima é bem difícil uma escola conseguir se manter atuante por muito tempo. Com um mundo em constante movimento, os gestores não podem se basear apenas por esses fatores. O grande segredo das tomadas de decisões acertadas é usar muito da criatividade, ser visionário e saber fazer uso correto de informações.
Ouvir ou até mesmo perceber o que o aluno quer e saber dar a esse aluno o que ele nem imaginava que um dia fosse querer. Por isso é de extrema importância a necessidade de deixar de lado certos costumes, certos pensamentos e até mesmo certas idéias e estar sempre aberto a desvendar novos horizontes.

Outro fator relevante é: A arrogância do gestor. A arrogância não leva a nada, apenas ajuda a ofuscar a visão para novas possibilidades, levando o gestor a tomar as decisões que somente ele julga ser pertinente, esquecendo-se de que outras pessoas também são capazes de pensar e colaborar de forma construtiva e as vezes até melhor que ele!

Quando uma Instituição está passando por um momento difícil que exige uma tomada de decisão a primeira coisa que vem a mente dos gestores é reduzir quadro de professores, funcionários e montar turmas enormes. Isso funciona a curto prazo. O bom gestor precisa pensar a longo prazo.

O sucesso de uma atuação eficaz de um gestor educacional está ligado a alguns fatores, que são:

- Visão de mercado (Escolas que tem os olhos voltados para os desejos do mercado têm mais probabilidade de captar e manter os alunos)

- Persistência (comprometimento da Instituição durante um longo período de tempo com pesquisas, por exemplo)

- Comprometimento Financeiro ( Escolas que visam à lucratividade no curto prazo em vez da liderança de longo prazo provavelmente não desfrutarão de liderança duradoura)

- Inovação

- Humildade

Luciane Chiodi

sábado, junho 09, 2007

BUZZ MARKETING NA EDUCAÇÃO

Quando o assunto é educação, é um tanto delicado tratarmos de assuntos referente ao marketing, ainda mais de uma estratégia tão arrojada, e até um tanto quanto subversiva, o Buzz Marketing. Mas o que é o Buzz Marketing? São várias técnicas que os profissionais de marketing utilizam para criar um falatório sobre a marca, e com isso aumentar o tão cobiçado marketing boca a boca.

O Buzz Marketing funciona bem quando a mensagem de marketing parece ter começado de fontes independentes e não da própria marca. O elemento chave para o Buzz Marketing acontecer são os formadores de opinião e seu principal veículo é a internet.

Na educação penso que os principais formadores de opinião são os seus funcionários, seus professores e seus alunos. E também percebo que as Instituições de Ensino não utilizam dessa ferramenta para disseminação da sua marca.

Já que é evidente que a maioria das instituições de ensino não tem verba para o Marketing, o Marketing Viral ou o Buzz Marketing se apresenta como uma alternativa para driblar essa falta de verba. Nas escolas em que faço consultoria e em outras que presto serviço, percebo uma coisa muito contraditória, que é o bloqueio a acessos na internet. Bloqueios no orkut, no Youtube, e até em Emails que não sejam o da própria instituição. Quem é a melhor pessoa para disseminar idéias positivas a respeito dessa ou daquela instituição? Eu por exemplo se quisesse saber informação de uma instituição de ensino iria querer me informar com uma pessoa que esteja intimamente relacionada com ela. Além do que uma Instituição de Ensino oferece como produto básico a informação, então a informação precisa ser liberada para todos.

Além de a internet ser um veículo poderoso no Buzz Marketing ela é capaz de estreitar as relações entre as pessoas, ainda mais se tratando de ambiente educacional, onde informações são trocadas a todo instante.

Um exemplo de Buzz Marketing no meio educacional é um aluno muito respeitado pelo grupo dizer que tal dia não haverá aula. Com certeza metade dos alunos não irão naquele dia. Ou então, através de troca de Emails os alunos entenderem que determinada disciplina não é importante para o currículo, ou então que determinado professor é excelente.

O Buzz Marketing acontece a cada momento e a cúpula da instituição não tem noção da importância de utilizar essa estratégia a seu favor. Hoje é possível criar, monitorar e disseminar uma campanha com ar de fofoca, onde é possível começar pelas conversas de corredores, ou na mais conhecido “radio peão” das instituições.

Algumas agências já contrataram influenciadores para promover um produto. Exemplo: atriz e modelo Karina Bacchi e o antigo garoto-propaganda da cerveja Kaiser, o espanhol José Valien, foram fotografados em circunstâncias que sugeriam um romance entre eles, tomavam cerveja juntos e trocavam beijos na despedida. As fotos saíram numa revista de celebridade, e a história ganhou fôlego na internet e em outras publicações. Um tempinho depois, a Kaiser divulgou seu novo comercial, estrelando Karina e Valien.

O Buzz Marketing bem feito se utiliza da idéia certa, no momento certo, no lugar certo e com as pessoas corretas. Um dos primeiros passos para quem quer disseminar uma idéia dentro de um grupo é descobrir como eles se comunicam e como estão conectados uns aos outros. Com a popularização da internet estamos dentro de uma rede de contatos muito maior do que 10 anos atrás, podemos nos comunicar com nossos amigos, amigos de amigos, amigos de amigos de amigos... Estamos facilmente acessíveis a todo tempo via telefones, celulares, e-mails, msn, blogs, e de um tempo para cá pelo Orkut. É através deste grande networking que as idéias encontram o ambiente ideal para viajar rapidamente.

Basta um empurrãzinho na pessoa certa, num determinado momento e no lugar correto, para conseguirmos atingir o objetivo de disseminação da marca educacional.

O Buzz Marketing surgiu nos Estados Unidos há seis anos como alternativa ao marketing e à publicidade tradicionais. O objetivo inicial era fugir dos custos dos comerciais de TV e ao mesmo tempo atingir públicos qualificados. Porém, ao mesmo tempo que é uma estratégia poderosa, o buzz marketing implica em riscos, pois o consumidor pode perceber que é parte de uma armação e passar a boicotar a marca ou o produto.

Emanuel Rosen desenvolveu as seguintes diretrizes para ajudar os profissionais de marketing a evitar as armadilhas do buzz markting em sua propaganda, que são:

- Mantenha a simplicidade
- Diga o que há de novo
- Não faça promessas que não pode cumprir
- Peça a seus clientes que digam o que é especial em seu produto ou serviço
- Ouça o falatório


Luciane Chiodi

Quer saber mais? acesse:

http://mxstudio.com.br/forum/index.php?sgiwtiouc=33007

http://pt.wikipedia.org/wiki/Buzz_marketing


terça-feira, maio 29, 2007

Second Life e Branding Educacional - Parte I


O Second Life (SL) é um ambiente virtual que é capaz de simular alguns aspectos da vida real do ser humano. É uma mistura de orkut, msn e videogame. Lá é possível que o usuário crie seu próprio avatar. Avatar é a representação gráfica de um usuário no SL. É possível criá-lo de acordo com seu gosto ou optar pela forma que lhe convém. Além de que, nesse ambiente você pode voar, teletransportar, correr, pular, conversar, conhecer outras pessoas, ver vídeos, dançar, inscrever-se em cursos, enfim é possível uma infinidade de possibilidades.

Em resumo, O SL é uma cópia do mundo real. Conta com universidades, réplicas de algumas cidades, restaurantes, monumentos. O habitante do SL (o dito residente) pode ter as mais variadas profissões, fazer o que quiser, ou até não fazer nada.

No SL não se navega por sites, mas por ilhas. O que equivale ao conceito de site atualmente.

O ambiente SL foi desenvolvido em 2003 e é mantido pela empresa Linden Research, Inc. Essa empresa foi fundada por Philip Rosedale (que só por curiosidade, investiu U$ 1 milhão de seu próprio bolso). E esse sistema possui uma moeda própria chamado Linden Dollar.

O SL ultimamente está recebendo a atenção da mídia internacional devido ao crescimento significativo de seus usuários e por apresentar uma nova forma de navegação na internet. Segundo estatísticas do próprio site oficial, em 24 de maio de 2007 o sistema contava com 6.657.169 usuários e o sistema computava a movimentação de U$ 1.428.250 nas últimas 24 horas. O sistema também aponta que nos últimos 60 dias 1.737.273 pessoas entraram no sistema. (dados retirados da wikipédia).

Diante de uma movimentação tão grande de dinheiro as Instituições de Ensino voltaram seus olhos para esse ambiente e apostam no Second Life para divulgarem, posicionarem e desenvolverem suas marcas. Atualmente cerca de 60 universidades já utilizam o SL para divulgação de suas marcas.

A Internet hoje em dia é considerada o maior sistema de comunicação desenvolvido pelo homem e é uma estratégia de branding muito valiosa e que não pode ser descartada.

Acredito que num futuro próximo o Second Life se apresentará como um dos maiores meios de visibilidade de uma instituição de ensino superior, e poderá ser um grande diferencial nas escolhas das instituições pois é através dele que as instituições poderão estreitar seus relacionamentos e se tornarem conhecidas, através da transmissão de informações e da interatividade.

A ilha da Instituição de Ensino precisa se adaptar às novas possibilidades, sem precisar abrir mão dos atributos de sua marca, colocando de forma coerente, clara e precisa a informação ao alcance de todos.

Todo o layout das ilhas são observadas pelos seus usuários, portanto a Instituição deve ser clara em sua comunicação. O ilha de uma Instituição de Ensino tem que ser capaz de despertar no usuário a percepção de seu posicionamento de mercado. Por exemplo, se a escola alega ser inovadora, criativa e com visão de negócios, tudo tem que estar intimamente ligado a esses atributos. Os laboratórios precisam ser inovadores, seus alunos precisam ser incentivados a buscarem uma visão de negócios e todas as pessoas envolvidas precisam seguir essa linha. Tudo tem que estar alinhado com o posicionamento da Instituição, principalmente sua ilha no Second Life.

Para conhecer o Second Life acesse:

http://www.secondlifebrasil.com.br
http://www.secondlife.com


Luciane Chiodi com a colaboração do professor Carlos Valente

segunda-feira, maio 21, 2007

Endobranding

Uma das tarefas mais difíceis e que demanda uma predisposição dos gestores da instituição de ensino é o Endobranding.

Endobranding é a forma da instituição difundir, “contaminar” seus funcionários com sua visão, sua missão e seus valores. Manter o time trabalhando em sintonia e “vestindo a camisa”.
Em uma Instituição de Ensino, estou falando de todos. Desde a recepcionista até o reitor. As pessoas que mantêm o contato direto com o aluno, precisam entender muito bem os diferenciais da marca da instituição, seus valores, sua missão, suas metas e seu posicionamento.

Se marca é um conceito intangível, que reflete a história da instituição, conseguir passar seus valores demanda um esforço muito grande de seus dirigentes, começando pela cúpula como exemplo em suas atitudes e posturas.

Assim, podem ser trabalhados workshops, chats de discussão, textos e palestras com bons autores, não necessariamente especialistas em educação, mas conhecedores do tema Branding/ marcas. Através dessas atividades é possível discutir como os atributos da marca poderão ser percebidos nos cursos que forem criados, nos eventos que forem planejados, no plano de carreira estabelecido, enfim, em todas as ações de seu plano de trabalho.

Para todas as áreas, que têm contato com o aluno, é fundamental deixar claro as diretrizes e políticas do marketing, pois além disto ter um efeito psicológico positivo sobre a equipe faz com que todos se sintam parte das decisões.

Em cada atendimento, o relacionamento traduz a marca da IE. O atendimento tem que estar em sintonia com a identidade da IE e traduzir isso ao seu cliente. Por isso, o foco do atendimento tem de ser sempre qualidade, encantamento e magia, criando vínculos e confiança com a marca.

Adaptado do artigo de Wandy Cavalheiro

Disponibilizei abaixo um projeto que ficou apenas no papel, mas que pode ser útil em qualquer instituição.

PROJETO FORTALECIMENTO DA MARCA PARA O PÚBLICO INTERNO

PROBLEMA
· não sabemos se existe um grau de conhecimento por parte dos funcionários do posicionamento da marca
· qual a imagem que o funcionário faz da instituição?
· a imagem que a instituição passa para o público externo está interiorizada pelos funcionários?
· como despertar o carinho e o apego pela marca
JUSTIFICATIVA
· a importância da marca é um diferencial competitivo
· é preciso muito mais do que qualidade, instalações adequadas, localização privilegiada para fortalecer a marca.
· a marca forte começa de dentro para fora;
· o sistema de comunicação interna deve estabelecer uma cultura motivadora da marca
DESAFIOS
· mudar percepções
· reforçar atitudes
· criar relacionamentos fortalecidos
· criar estratégias para os funcionários terem o que falar sobre a marca.
PUBLICO ALVO
· todos os funcionários da universidade
· todos os prestadores de serviços
· todos os terceirizados
· todos os estagiários
· todos os professores

INÍCIO DO PROJETO
criação do slogan: “Relacionamento é reconhecimento”
IMPLANTAÇÃO
· choque de comunicação
· Presente a todo o público alvo com o cronograma das atividades a serem desenvolvidas.
· material a ser produzido para o público alvo explicando a evolução do posicionamento da universidade

CHOQUE DE COMUNICAÇÃO
· todos os meios de comunicação divulgarão o início do projeto (email, site da universidade, banners, cartazes, faixas)
· todos os funcionários receberão um presente com o material explicativo da evolução do posicionamento da universidade e com o cronograma das atividades)
· Tudo no mesmo dia da implantação

PESQUISA
· pesquisa de conhecimento da marca da universidade
TREINAMENTO
objetivo:
· corrigir os desvios de rota nas percepções internas
· fazer com que o público alvo tenha a percepção correta da marca
· divulgar e esclarecer o posicionamento da universidade
· dinâmicas descontraídas com intuito de conscientizar o público alvo a respeito do posicionamento da universidade
· gerar discussão a respeito.

CICLO DE PALESTRAS
· endobranding
· branding
· motivação
· qualidade de vida
· liderança

AÇÕES DE RELACIONAMENTO DURANTE O ANO TODO
· implantação do clube dos funcionários
· ações nas principais datas comemorativas. como por exemplo:
- dia 08 de março dia da mulher (todas as funcionárias poderão utilizar o centro de estética (drenagem linfática, limpeza de pela, massagens, etc....)
- dia 07 de abril dia da saúde (palestras de prevenção da saúde, verificação de pressão arterial, diabetes, etc...)]
- maio mês das mães (cartão, flor)
- 13/06 dia do turista (sorteio de um pacote turistico)
- 14/06 – dia da liberdade de pensamento (o funcionário será incentivado a colocar as suas idéias em uma urna)

MOTIVO DAS AÇÕES
· toda ação que ocorrer levará o nome do projeto: “relacionamento é reconhecimento” em todos os meios de comunicação interno.
· todas as ações do clube dos funcionários levará o slogan do projeto também
· enfim, todos os benefícios que já existem para os funcionários, quando divulgados levará o slogan também.

Luciane Chiodi

terça-feira, maio 08, 2007

Pseudo-intelectual na educação














No meio acadêmico percebo a proliferação de Pseudo-intelectuais. Ele é facilmente identificado e bastante conhecido no meio em que trabalha. Geralmente adora aparecer e estar perto de quem tem o poder. Tem aversão a trabalhos mais humildes e prefere não trabalhar e passar muitas privações do que pegar no pesado com vergonha do que os seus “amigos” (amigos entre aspas, pois geralmente esse tipo de pessoa não cria vínculos) vão dizer. Tem um ar de superioridade e adora filosofia, poesia, fumar cachimbo, andar com livro debaixo do braço e não suporta programas populares da televisão. No cinema curte um filme Iraniano e no teatro não resiste a uma peça filosófica (mesmo que não entenda nada). Num caso mais grave ele adota uma gravata borboleta e uma calça com suspensórios.

Nos dias de hoje, as universidades precisam de pessoas com experiência de vida e experiência profissional e é claro de uma sólida formação acadêmica. No meu entendimento uma sólida formação acadêmica não é aquela que foi feita numa universidade de renome. Uma sólida formação acadêmica depende de quem fez e não da universidade que proporcionou o curso.

Já mencionei várias vezes no meu blog o que é branding. E um pseudo-intelectual não tem nada a ver com branding e sim com um marketing muito mal feito. E como o professor é a alma da instituição e é ele quem vai levar as impressões para o público final que são os alunos. Por isso os coordenadores e os gestores precisam ficar muito atentos para não permitirem o marketing mal feito indiretamente por esse profissional. Além de que um profissional da educação pseudo-intelectual estará formando outros pseudo-intelectuais também.

Muitas Instituições de Ensino estão enfrentando problemas de marketing. Muitas enfrentam o alto número de alunos inadimplentes, a baixa demanda pelos cursos oferecidos e a grande concorrência. O resultado disso é que os gestores estão sendo forçados a estudar cuidadosamente o marketing que está sendo efetivado em sala de aula, pois esse sim é o mais relevante.

Outro dia entrei numa comunidade de uma faculdade muito tradicional de São Paulo. Inclusive a faculdade que me formei. O que me fez rir muito. Os tópicos de discussão geravam em torno dos professores e não da instituição. Alunos diziam que os professores usavam a mesma transparência desde a época do avó deles....E o pior que é verdade!! Eu conheço o professor.

Então é por essas e outras que a cada dia as Instituições perdem mais alunos, pois não correspondem às expectativas de seus alunos e públicos. É claro que a administração gostaria de corresponder mais, mas faltam-lhe influência sobre o corpo docente. Além disso, falta aos administradores a sensibilidade de reconhecer um pseudo.
As Instituições ficam tão deslumbradas com a titulação de seu corpo docente que perdem a visão do que seus alunos e stakeholders necessitam. Essas instituições são tão presas a esses conceitos que agem como que os desejos de seus alunos nunca mudassem.
Infelizmente as instituições não estão atentas a esse fenômeno que acorre na educação.



sexta-feira, abril 27, 2007

O segredo - Introdução 2

"Todos nós trabalhamos com um poder infinito, somos guiados pelas mesmas leis que regem o Universo.

Trabalhamos com um só poder, o segredo é a LEI DA ATRAÇÃO.

Só entramos em contato com aquilo que atraímos”.

Atraímos as “coisas” pelas imagens que mantemos em nossas mentes.

Tudo que pensamos é atraído de forma consciente ou não,

basta estarmos em sintonia com estas coisas.

O modo mais simples, de se encarar a LEI DA ATRAÇÃO é imaginar a si mesmo como um imã.

Basicamente a LEI DE ATRAÇÃO diz que semelhantes se atraem.

Nosso trabalho, como seres humanos, é pensar no que queremos e deixar isso absolutamente claro em nossas mentes.

Desse ponto em diante nós passamos a invocar uma das leis mais poderosas do universo: A LEI DA ATRAÇÃO.

"NÓS CRIAMOS A NOSSA PRÓPRIA REALIDADE À MEDIDA QUE CAMINHAMOS."

http://ruben.zevallos.com.br/2007/1/10/Pagina2373.htm



Luciane Chiodi

segunda-feira, abril 23, 2007

Memorando do presidente de uma faculdade sobre a necessidade de orientação para o consumidor


Campanhas de curto prazo para acomodar alunos atendem urgências momentâneas, mas não constroem compromisso de longo prazo. Algumas pesquisas indicam que estudantes não abandonam faculdades por grandes razões, mas por acumulação de pequenas razões que destroem suas justificativas de escolha de uma instituição.

A comunidade Acadêmica precisa ter em mente o seguinte:


- ninguém tem necessidade de matricular-se em sua faculdade;
- ninguém precisa se manter matriculado na mesma
- todos desejam ser tratados com respeito e estima.

Mas como assegurar ao estudante que ele tem direito à cortesia e gentileza em sua escola, da mesma forma que ocorre nos bancos, linhas aéreas, lojas de roupas e assim por diante?

Existe uma velha regra de qualquer setor de serviços: Desempenhe seu trabalho como se estivesse ganhando pontos em vez de pensar que está perdendo pontos. Se professores ensinassem como gostariam de ter aprendido, faxineiros limpassem como gostariam que suas casas fossem limpas, perguntas fossem respondidas como gostaríamos que respondessem as nossas, o mundo seria mais feliz e a faculdade seria um melhor lugar. Na verdade, a consciência de marketing terá que ser promovida dentro da comunidade acadêmica.

Thomas E. Corts, Presidente da Samford University, mandou um memorando citando a necessidade de orientação para o consumidor, que são:

1) O presidente, como principal executivo, terá que derrubar a postura oficial redigindo um memorando, deixando claro que: a) alunos e público em geral são merecedores de cortesia, consideração e atenção máximas; b) acessos de raiva, rispidez e falsidade não têm lugar no ambiente universitário; c) não se trata de uma política passiva, mas todos devem estar constantemente perguntando: Como posso ser útil? Boas relações com estudantes e sociedade é a chave para o sucesso e a prosperidade da instituição.


2) A adoção de padrões de desempenho por julgamentos pessoais poderia ser uma prática para aferição da consciência de marketing. Como a ação individual reflete o compromisso da instituição por uma abordagem voltada para o consumidor? Assim, esse padrão afeta decisões salariais e outros fatores relacionados com habilidade no trabalho, produtividade, crescimento profissional, e assim por diante.


3) Seminários e workshops de curta duração para grupos diferentes de funcionários podem apontar a prioridade que a faculdade dá à consciência de marketing.


4) Escreva no catálogo da Instituição uma declaração de propósitos. A instituição deve ter a intenção de ser orientada para o público, cortês e consciente em todos aspectos.


5) Escreva o compromisso de marketing da faculdade nos diários de classe dos professores e nos manuais de políticas de recursos humanos.


6) Coloque, em alguns locais importantes, urnas para colher reclamações das pessoas que se julgarem maltratadas por funcionários e queiram relatar os incidentes.


7) Encoraje o pessoal de supervisão para fazer esforço extra para recompensar e cumprimentar aqueles que demonstrarem forte disposição em favorecer o bem estar do público. O reitor deve escrever cartas de agradecimentos às pessoas que demonstrarem cortesia e atendimento excepcionais.


8) Se a instituição publica uma newsletter interna, cada assunto deve ilustrar um exemplo que diz respeito ao consumidor: uma visita de representante do corpo docente a um aluno que esteja se recuperando de um acidente no hospital, por exemplo.

Gentileza deve fazer parte das pessoas envolvidas em uma comunidade universitária. Além de ser importante para a instituição é importante fator de redução de atritos.

Adaptado do livro: Marketing Estratégico para Institições Educacionais – Philip Kotler by Luciane Chiodi

segunda-feira, abril 09, 2007

Relacionamento Educacional

Muito já falei sobre o cenário da educação no Brasil. Hoje pretendo abordar um assunto muito delicado no meio educacional, ou seja, a “profissionalização” do setor. Profissionalizar parte inicialmente da idéia de formação do aluno, ou seja, a educação é a meta principal. Contudo, não é possível diante de um cenário de tantas dificuldades, que os gestores não passem a ter uma visão empresarial para garantir a sua atuação no mercado.

Principalmente no ensino particular é evidente que os gestores precisam fazer alguma coisa para o negócio prosperar e ser lucrativo. Diante desse quadro não é possível para as instituições particulares não prestarem atenção na urgência que se faz um treinamento constante de seus professores, que são o bem mais valioso de uma instituição de ensino.

O que tenho percebido é uma miopia por partes dos gestores que teimam em pensar que instalações adequadas, plano de ensino coerente, reconhecimento de cursos, manutenção, laboratórios e um bom corpo docente já basta para o sucesso do negócio. O mercado já mostrou que não é isso, isso é somente a obrigação de uma Instituição de Ensino.

Hoje quero abordar outro assunto: RELACIONAMENTO. Quando queremos criar significado para uma marca a primeira coisa que o gestor tem que ter em mente é: relacionamento. E saber que qualquer tipo de relacionamento pode acabar de uma hora para outra. E que pequenas coisas no dia a dia podem acarretar o término de um relacionamento duradouro. Como ocorre com casamentos, namoros, noivados etc.

O gestor deve estar sempre pensando em fazer algo para que o aluno se sinta encantado e envolvido com a escola; e que, além de estar recebendo os serviços por ele contratado na hora da matrícula, ele esteja recebendo algo mais durante o curso todo.

Chamamos de Branding o gerar e gerir uma marca, assim, no gerúndio, porque é um processo permanente de se relacionar da melhor forma. E continuamente encantar, atrair, instigar a imaginação e envolver, através da narrativa da marca, em todos os pontos de contato com o aluno. A forma mais fácil para uma Instituição de Ensino manter o interesse do aluno renovado todos os dias é seduzir dentro da sala de aula. Por isso a necessidade de treinamento do corpo docente. É claro que todos os funcionários também necessitam de treinamento. Mas sinto a necessidade de enfatizar a importância do treinamento para os professores.

O corpo docente de uma Instituição de Ensino deve ter profissionais com uma formação acadêmica adequada e muita reputação no mercado, o que é obvio. Além disso, todos os professores devem conhecer a instituição em que trabalham. Eles devem, além de conhecer a missão, a visão e os valores da escola, principalmente concordar com o seu posicionamento e com os atributos propostos pela marca educacional.

Na realidade, o papel do professor em sala de aula é o mesmo do gestor na organização, ou seja, o de um gerente de produto. O produto é a formação de uma pessoa, de acordo com os princípios nos quais a instituição acredita. Ele deve preparar as suas aulas com amor, como se fosse um presente dado aos alunos (Goffredo Telles Jr) e efetivá-las pensando que está oferecendo o melhor produto que existe, acompanhado das características da Instituição que ele trabalha.

Além disso, como líder, ele deve saber gerenciar suas emoções, gerar entusiasmo, deve manter uma atmosfera de cooperação e confiança, trabalhar em equipe, cumprir objetivos e motivar a todos. Também, é claro, estimular a determinação e a disciplina em seus alunos.

Mas como fazer isso? Mudar comportamentos e atitudes não é uma tarefa das mais simples. Porém não é impossível. Como acontece com os grandes executivos, treinamentos e encontros constantes são muito eficazes para alinhar produtos e serviços à marca educacional. Porém, deve-se perceber que o professor já tem a sua bagagem e o seu conhecimento. Não quero em hipótese alguma falar em treinamento no que diz respeito aos conhecimentos dos professores. Isto não é necessário, senão não seriam nem contratados pela Escola.

Acredito que os treinamentos específicos deveriam fazer parte do departamento de Gestão de Marcas da Escola, pois esse sim é capaz de orientá-los da melhor forma possível nesse aspecto. Quanto ao conteúdo dos treinamentos, tratarei em outra oportunidade.



quarta-feira, março 28, 2007

Pós Atendimento nas Instituições de Ensino

As escolas particulares são “doutoras” em retórica. Seus discursos e seus textos de divulgação falando de valores, de metodologias e de novos modelos, enchem os olhos de quem os ouvem ou lêem. No entanto, na prática, acabam por deixar de lado elementos importantes para a percepção da qualidade por parte dos pais e dos alunos, seus futuros clientes.Um dos elementos mais desprezados pelas escolas é a qualidade no atendimento.

Não estou querendo dizer que as escolas não recebem os prospects (futuros clientes) com cortesia, motivação e educação. O que estou dizendo é que elas não sabem lidar com profissionalismo sobre essa questão.O elemento essencial no marketing educacional, para que ele possa ser eficaz, é o da criação de um vínculo relacional com o cliente, de forma a desenvolver neste sentimentos de familiaridade, confiança e credibilidade quanto a instituição.

Durante as ações de relacionamento, o cliente e a empresa passam a se conhecerem melhor, desenvolvendo vínculos de confiança e familiaridade. Para que isso ocorra efetivamente, é necessário que, em cada contato, a instituição realize algo que agregue valor ao cliente e ao relacionamento.

Todo contato da escola com o cliente deve agregar valor ou ser relevante para o cliente. Contatos contínuos sem valor agregado comprometem a imagem da escola e deterioram o vínculo relacional. Prometer e não cumprir é corrosivo para as estratégias de relacionamento. Não adianta um produto ou instituição ser conhecido (ter familiaridade) sem ter credibilidade.

Portanto, a essência do marketing de relacionamento consiste em você aprender a ser útil para seus clientes e construir com eles relacionamentos duradouros.

O bom atendimento ao cliente é responsabilidade de todos na instituição e não apenas à equipe de atendimento; nos serviços educacionais, nem sempre o cliente tem razão, mas sempre merece atenção e explicação.

Nada substitui a presença – é a pessoa certa no lugar certo que faz a diferença. Quando tratamos de atendimento em Instituição de Ensino o que conta é o atendimento e a forma como ele é feito. Existem pessoas chaves nas instituições capazes de manter os alunos antigos e captar alunos novos , enquanto existem pessoas que são capazes de afastar novos alunos e ainda perder os que já estão matriculados.

A chave do relacionamento das instituições de ensino são os funcionários que estão trabalhando diretamente com o atendimento, ou seja, todos em uma Instituição de Ensino, desde o porteiro até os coordenadores e os diretores, todos precisam estar olhando na mesma direção e com as mesmas orientações para com isso fortalecer os laços de amor - respeito - admiração com a marca da instituição.

Adaptado do artigo do Ryon Braga



terça-feira, março 20, 2007

BLOGGERS E SUA FUNÇÃO PRIMEIRA









Olá, prezados leitores!

Com muito carinho, hoje coloco esse artigo escrito por um grande amigo, e tenho a certeza que vai nos ajudar a entender melhor essa "blogosphera" em que vivemos.

O Vicente é consultor da Apropriar Assessoria Pedagógica e agora também um parceiro!

Olá amigos!

É comum ouvirmos nossos alunos comentando entre eles sobre os “bloggers” ou, como se popularizaram: os “blogs”. Mas, o que vem a ser um “blog”? São diários publicados na web que podem ser atualizados constante e regularmente, organizados de forma cronológica, onde o usuário pode incluir textos, fotos e até pequenos filmes. A maioria é grátis, basta ter uma conexão com a internet e muita criatividade. Os sites que oferecem esse tipo de serviço deixam, à sua disposição, vários exemplos de fundo de tela, composição de cores e design pré-criados para facilitar a vida dos internautas interessados. Então, fica fácil se ter um blog... na verdade, muito fácil. Um exemplo simples de entender: na época das olimpíadas, alguns atletas publicavam o dia-a-dia de suas equipes e assim, mantinham um relacionamento estreito com a torcida brasileira e, ao mesmo tempo, com familiares. Dava para saber tudo sobre os bastidores e a rotina da Vila Olímpica. Essa seria a principal e primeira função do blog. Informar sobre algo, sobre algum assunto de interesse específico de um grupo de pessoas, familiares, agremiações. Com a massificação da ferramenta, os exibicionistas de plantão apareceram e se apropriaram de mais esse recurso tecnológico, poderosíssimo e de longo alcance. O que podemos dizer, então, de um recurso banalizado e levado ao senso comum como um apoio extra ao público exibicionista? Tentarmos reverter e moralizar o seu uso? Quem pensou “impossível”, é isso mesmo... é impossível. Cercear o livre arbítrio e moralizar a difusão de algo “tomado” pelo grande número de usuários da internet é impossível. Mais uma vez, proponho que nós, professores, de informática ou não, tentemos reverter essa maré a nosso favor. Como fazer isso então? Experimente acessar um dia, o “blog” ou “foto-log” de um se seus alunos. É interessante a falta de assunto específico, a não ser pela própria pessoa que o publica e “alimenta”. Fulano fez seu blog e deixa sempre uma foto e, logo abaixo, seguem os comentários, a respeito da foto, ou não... geralmente, nós nem entendemos o que acontece, porque eles comentam na linguagem da “tribo dos naums” e, tratam de assuntos particulares da relação do “blogueiro” em questão e seus amigos que, tem outros “blogs” e, que aproveitam esse espaço para convidarem os freqüentadores, para fazerem uma visitinha ao seu blog em particular. Deu pra entender? É complicadinho mesmo, e simples ao mesmo tempo. Quando encontramos um amigo, ao vivo, trocamos cumprimentos, elogios e perguntamos como vão indo as coisas, ao final da breve conversa, marcamos um encontro ou trocamos os telefones para nos contatarmos em outro dia. Essa relação inter-pessoal é o que promove o “blog”. Podemos achar até um tanto “frio”, porém pode ser algo muito dinâmico e sério. A Escola e nós, professores, podemos nos apropriar desse mecanismo e promover um encontro dos alunos. Porque não usarmos o “blog” como nosso aliado? Você já parou pra pensar nessa possibilidade?
Pense nisso.
Até mais.
Vicente Candido

Case Barack Obama - Marketing Viral e Redes Sociais

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